Texto produzido em Março, porém só publicado agora.
É... Estou começando a achar que estou ficando velha (apesar de ter apenas 20 anos), sei que vocês devem pensar que isto é clichê de gente jovem. Mas não é! Acho também que vocês vão começar a pensar que eu tenho trauma de trem, e acho que tenho mesmo, mas não se assustem, porque ainda irei falar muito sobre o “cara de lata”, afinal viajo nele todos os dias, e quem anda trem sabe que cada dia é uma história para contar, enfim...
Meu professor hoje teve uma alma bastante caridosa, terminou a aula um pouco mais cedo, foi bom, pelo menos para mim, estava muito cansada, louca para chegar em casa. Recusei alguns convites de ir ao barzinho, não queria perder tempo, corri para a estação, logo em seguida veio o trem, fiquei muito animada já que não iria precisar esperar um longo tempo, assim que desci em Cascadura para efetuar a transferência de ramal, o “queimados” encostou-se à plataforma, mas uma vez me surpreendi com a eficiência dos trens na noite de hoje, prossegui viajem, apesar de estar bem cheio como de costume, notei que algumas pessoas estavam com cavaquinhos, pandeiros, reco-reco e outros, pensei comigo:
- Ah não entrei no trem do pagode fala sério!
E não era para menos, dois anos e meio viajando de trem, um dia este encontro com o vagão do pagode seria inevitável. Aquilo estava uma loucura, fiquei muito nervosa, e estressada, chegava a tremer de raiva e o pior é que não daria tempo de sair do vagão e correr para outro. Então caminhei para um lado do vagão em que o som estava menos intenso, fiquei um pouco aliviada. Não demorou muito um rapazinho colocou o celular dele no viva-voz, tocando aquelas músicas nojentas e pornográficas de funk, aquele melodia repetitiva estava me enlouquecendo, sabia que eu estava tendo sorte demais, algo estava errado. Será que eu sou a única pessoa que me incomodo com essas coisas? Poxa estava ali, cansada, a última coisa que queria escutar aquela altura era uma frase repetitiva de “meu pipi no seu popo”. Bom depois disso não me recordo bem de como consegui agüentar aquela ladainha, mas quando cheguei na minha estação, desci aliviada, caminhei até minha casa, afinal precisava por em ordem meus pensamentos, porque a única frase que vinha na minha mente era “meu pipi no seu popo”. Na verdade estou até agora com esse trecho do mal ecoando dentro de mim, e pelo que me conheço, vou demorar um tempo para esquecer. Ou tomara que esqueça bem rápido né, velho é assim! Rs
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